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| Início :: Hidrovia do Tapajós | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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- O Futuro sobre as Águas Poucas são as regiões do Brasil que têm o privilégio de descortinar horizontes tão favoráveis ao desenvolvimento sócio-econômico, fundamentado na mais concreta e viável estrada natural - "hidrovia". A hidrovia Tapajós-Teles Pires dá essa perspectiva, como saída da fronteira agrícola das regiões norte e nordeste do Mato Grosso e centro-sul do Pará. A hidrovia do Tapajós-Teles Pires pode ser considerada uma importante opção de implementação do comércio exterior, com sensíveis reflexos para geração de empregos e surgimento de novos empreendimentos. O rio Tapajós, afluente da margem direita do rio Amazonas, tem 851 Km de extensão até a confluência dos rios Teles Pires e Juruena. Sua foz, junto a cidade de Santarém, está a cerca de 950 Km de Belém e 750 Km de Manaus. A
hidrovia, além proporcionar inúmeros benefícios regionais,
será peça fundamental na consolidação da grande
infra-estrutura para tornar o Mato Grosso e parte do Centro - Oeste nos
"celeiros mundiais" da produção de grãos.
O prazo de execução das obras necessárias à
consolidação da via navegável e implantação
da navegação comercial é de cerca de 36 (trinta e
seis) meses. - Um empreendimento da Natureza O rio é uma realização notável da natureza, onde se desenvolve um processo contínuo de geração de riqueza e recriação da vida. O Brasil começa a tomar consciência desse enorme potencial de desenvolvimento. E cabe às regiões contempladas com esse patrimônio natural explorá-lo como via de transporte, de forma planejada, em comunhão com a preservação ambiental, respeitando a grandeza da floresta amazônica e sua biodiversidade. A
hidrovia Tapajós-Teles Pires é hoje objeto de reflexão
e de estudos por parte de Organismos Governamentais e de meios empresariais,
por conjugar uma perspectiva de desenvolvimento regional e do comércio
exterior, com baixo custo, segurança e eficiência e, ainda,
em harmonia com a natureza. - Hidrovia x Rodovia x Ferrovia
- Hidrovia: Uma alternativa Natural A malha hidroviária brasileira, de rios catalogados pelos organismos governamentais com possibilidade de navegação, a curto prazo, alcança a surpreendente marca de cerca de 25 mil Km de extensão. Esta rede, devidamente adaptada , não encontrará concorrente como meio de transporte mais barato do país. Os estudos realizados demonstraram que o custo médio de transporte pela hidrovia Tapajós-Teles Pires, entre a região de cachoeira Rasteira, MT e Santarém, PA, é de cerca de R$ 10,20 / t, permitindo projetar uma economia acumulada no custo de transporte equivalente a R$ 158.755.000 nos primeiros 6 anos de operação da via. Considerando-se que a estimativa global de custos para tornar os rios Tapajós e Teles Pires navegáveis, da sua foz até a região de cachoeira Rasteira (1043 Km), é da ordem R$ 148.541.755,00 (set./97), desta forma, a economia de fretes gerada, será suficiente para pagar integralmente o custo de implantação da hidrovia neste período, o que atesta a viabilidade econômica do empreendimento. - Área de Influência O corredor de transportes da hidrovia Tapajós-Teles Pires é de fundamental importância para o escoamento dos grãos produzidos na região norte do estado de Mato Grosso, divisa com os estados do Pará e Amazonas e Centro-Oeste brasileiro. A análise dos custos de transporte entre o corredor a ser criado pela hidrovia e outras alternativas de saída para os grãos produzidos na área de influência, mostrou que as economias são relevantes, variando da ordem de R$ 5,00/t até R$ 37,00/t conforme o município e as distâncias de transporte até os portos de embarque. A
área de influência para grãos é da ordem de
800.000 Km2, abrangendo no estado do MATO GROSSO: Alta Floresta, Apiacás,
Aripuanã, Cana Brava do Norte, Carlinda, Castanheira, Cláudia,
Colíder, Cotiguaçu, Feliz Natal, Guarantã do Norte,
Itaúba, Juara, Juína, Lucas do Rio Verde, Marcelândia,
Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Canaã do Norte, Nova Guarita,
Nova Monte Verde, Nova Mutum, Nova Ubiratan, Novo Horizonte do Norte,
Novo Mundo, Paranaíta, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Porto dos
Gaúchos, Santa Carmem, Sinop, Sorriso, Tabaporã, Terra Nova
do Norte, Tapurá, União do Sul e Vera. No estado do PARÁ:
Itaituba, Santarém, Juruti, Aveiro, Rurópolis, Uruará,
Medicilândia e Altamira. - Navegabilidade O baixo Tapajós é francamente navegável numa extensão de cerca de 345 Km, ou seja, no trecho compreendido entre Santarém, PA e São Luís do Tapajós, PA, neste estirão navegam, sem maiores dificuldades, em qualquer época do ano, comboios de empurra com grande capacidade de carga. Entre
São Luís do Tapajós, PA e Buburé, PA, tem-se
a região das corredeiras de São Luís, onde o rio
Tapajós, em cerca de 28 Km, encontra-se encachoeirado. A montante de Buburé, próximo à foz do rio Jamanxim, principal afluente da margem direita do Tapajós, há um trecho de 170 Km em boas condições de navegabilidade. No trecho seguinte, de aproximadamente 50 Km, há um estirão com várias corredeiras até a cachoeira de Mangabalzinho. Os
147 Km seguintes, que incluem a cidade de Jacareacanga, têm condições
razoáveis de navegação até a cachoeira do
Chacorão, que será vencida através de obras em corrente
livre. A montante das corredeiras do Chacorão até a foz
do rio Teles Pires, há um estirão de aproximadamente 111km,
com pequenos afloramentos rochosos que serão vencidos com pequenos
derrocamentos. No
trecho final até cachoeira Rasteira, com cerca de 192km, serão
necessárias, apenas, dragagens para tornar este trecho francamente
navegável. A única rodovia que atinge o rio Tapajós é a BR-230 (Transamazônica) que cruza o curso d'água em Itaituba. De importância para a região, além da Transamazônica, há a rodovia BR-163 (Cuiabá - Santarém) em estado precário de tráfego no estado do Pará e as rodovias de Mato Grosso, que cruzam a parte superior da bacia contribuinte do rio Tapajós a montante da confluência dos seus formadores. Estas vias têm particular interesse porque direcionam à hidrovia as cargas provenientes da rica zona agrícola do norte do Mato Grosso e Centro - Oeste do País. - Obras que serão Realizadas No baixo Tapajós, entre Santarém, PA e São Luís do Tapajós, PA, numa extensão de 345 km, não haverá necessidade da execução de obras de dragagem e de derrocamento, precisando, apenas, da implantação de balizamento do canal de navegação. O trecho das corredeiras de São Luís do Tapajós, em uma extensão de cerca de 28 Km, o rio Tapajós terá navegabilidade plena atingida através da construção de um canal, onde parte do leito do rio, ao longo do canal das Cruzes, será aproveitado, sendo, ainda, necessária a execução de serviços de derrocamento e de construção de eclusa para transposição do desnível existente nesse trecho. No médio Tapajós, entre Buburé, PA e Jacareacanga, PA, numa extensão de 268 km, a navegação será em corrente livre, sendo necessário, apenas, a execução de obras de dragagem e de derrocamento e, ainda, a implantação do balizamento da via. No alto Tapajós, entre Jacareacanga, PA e a confluência com os rios Teles Pires e Juruena, numa extensão de 196 km, a navegação será, também, em corrente livre, sendo necessário, apenas, a execução de obras de dragagem e de derrocamento e, ainda, a implantação do balizamento da via. No
baixo Teles Pires, entre a confluência com os rios Teles Pires e
Juruena e cachoeira Rasteira, numa extensão de 185 km, a navegação
será, também, em corrente livre, sendo necessário,
apenas, a execução de obras de dragagem e a implantação
do balizamento da via. Neste trecho, deverá ser implantado um terminal
rodo-hidroviário na região da cachoeira Rasteira para embarque
de grãos. QUADRO 01
QUADRO
02
- Objetivo
- Introdução O rio Tapajós que se estende desde a confluência de seus formadores - rios Teles Pires e Juruena - no ponto de divisa entre os estados do Pará, Amazonas e Mato Grosso até a sua foz no rio Amazonas, nas proximidades da cidade de Santarém, apresenta uma extensão de aproximadamente 851 km e compreende, em relação às condições naturais de navegabilidade, dois trechos distintos, o baixo e o médio Tapajós. Além desses dois trechos, existe também o trecho denominado alto Tapajós, considerado como sendo constituído por um de seus formadores, possivelmente o rio Juruena, até a confluência com o rio Arinos, e deste até as suas nascentes. Para a implantação em caráter definitivo da navegação fluvial nos rios Tapajós e Teles Pires, é de fundamental importância a definição e a caracterização das obras que deverão ser realizadas, assim como do balizamento que deverá ser implantado ao longo do trecho em tese, de maneira a garantir a navegação plena de um comboio de formação R-2-2, composto por um empurrador e quatro chatas, com calado de 1.50m, em 75% do ano médio (com período de recorrência de 2 anos) em um canal de 30.00m de largura na sua base. - Convênios e Contratos Foi
firmado, em 08 de novembro de 1996, o Contrato de Prestação
de Serviços (Contrato AHIMOR No 96/003/00) entre a Administração
das Hidrovias da Amazônia Oriental - AHIMOR e a INTERNAVE Engenharia
S/C Ltda, cujo objetivo foi a execução do projeto executivo
de dragagem, derrocamento e balizamento do canal navegável dos
rios Tapajós e Teles Pires no trecho compreendido entre Itaituba
e Cachoeira da Rasteira, que consistiu na realização de
levantamentos, análises e avaliações necessárias
para identificar os trechos que requeriam dragagem e derrocamento; fornecimento
de seus respectivos volumes e estimativas de custo; determinação
dos processos, equipamentos e equipe técnica necessários
à execução dos serviços para cada trecho;
bem como a indicação das áreas de depósito
nas margens para o material removido e estabelecer o sistema de balizamento
fixo e flutuante, com a quantificação e localização
das bóias e balizas necessárias, de sorte a permitir a implantação
da navegação comercial no trecho. Para o acompanhamento técnico - científico e fiscalização do referido contrato foi assinado, em 05 de maio de 1997, o Vigésimo Quinto Termo Aditivo ao Convênio de Cooperação Técnico-Científica (Convênio No 025.00/97 - CDP/AHIMOR/UFPA/FADESP - Projeto Executivo Tapajós/Teles Pires), celebrado entre a Companhia Docas do Pará - CDP, a Administração das Hidrovias da Amazônia Oriental - AHIMOR, a Universidade Federal do Pará - UFPA e a Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa - FADESP. - Estudos Hidrológicos Um dos fatores mais importantes, do ponto de vista da navegabilidade, são os níveis d'água de referência que definem as profundidades disponíveis. Deste modo, os estudos hidrológicos dos rios Tapajós e Teles Pires tiveram por objetivo básico determinar os níveis d'água de referência entre Santarém, PA e cachoeira Rasteira, MT, assim como, determinar as bases para o cálculo das reduções de sondagens a serem aplicadas às profundidades medidas nos levantamentos batimétricos, de forma a reduzi-las aos níveis de referência e, de um modo mais amplo, definir o regime hidrológico dos rios, tendo em vista os problemas de navegação. Foram
analisadas as séries históricas das observações
diárias dos níveis de água dos postos limnimétricos
existentes ao longo dos rios, no trecho em estudo, e de outros localizados
a montante do mesmo. Com
objetivo de obter um maior número de dados, foi realizado um levantamento
de todos os postos limnimétricos da bacia do rio Tapajós
e uma análise das medições obtidas nos postos limnimétricos
existentes no trecho em estudo. Foram determinadas as persistências
anuais dos níveis de água médios diários para
os anos de observações completas, nos 10 postos limnimétricos
com maiores períodos de observações, para o período
básico considerado(1973 a 1989). Essas persistências são
correspondentes a 1%, 10%, 25%, 50%, 75% e 90% de cada ano. Os valores obtidos para os níveis d'água de referência, correspondentes ao nível de água igualado ou ultrapassado em 75% do ano médio com período de recorrência de 2 anos.
- Condições de Navegabilidade Os trabalhos realizados envolveram a coleta de dados, através de levantamentos topobatimétricos; os estudos hidrológicos e os estudos geológicos necessários para a elaboração dos projetos de dragagens e de derrocamentos, tendo em vista o melhoramento, em corrente livre, de toda a hidrovia Tapajós - Teles Pires, com exceção do trecho correspondente às corredeiras de São Luís do Tapajós (28 Km), onde foram contratados estudos específicos visando a transposição do desnível por um canal eclusado. Devido
à grande extensão da hidrovia e ao fato da região
possuir características bastante diversificadas, houve a necessidade
de dividir o estudo em trechos, para efeito de simplificação
dos trabalhos. Os
obstáculos representados pelas cachoeiras do baixo Tapajós
(São Luís) e do médio Tapajós (Chacorão)
delimitam três trechos de navegação, praticamente
isolados entre si. Apesar
destes obstáculos não serem intransponíveis em águas
altas, eles interrompem o tráfego normal de cargas e são
apenas vencidos por embarcações sem carga no deslocamento,
para se fixarem permanentemente nos trechos de montante. O
trecho inferior ou seja, a jusante de São Luís do Tapajós,
tem excelentes condições de navegabilidade, possibilitando
o tráfego, em qualquer época, de embarcações
com mais de 2,5m de calado. Mesmo embarcações marítimas,
de calado bem maior, podem adentrar o trecho em águas altas. Entre
as cachoeiras de São Luís do Tapajós e a confluência
dos rios Teles Pires e Juruena, origem do Tapajós, apenas dois
obstáculos deverão ser transpostos, isto é, a própria
corredeira de São Luís do Tapajós e a corredeira
do Chacorão, sendo o restante do trecho transposto em corrente
livre. No baixo Teles Pires, trecho superior da hidrovia, o leito é predominantemente arenoso e há menores riscos para a navegação. As profundidades, porém, são muito reduzidas nos numerosos bancos de areia que atravessam o rio. Mais raras são ainda as embarcações que aí trafegam, devido sobretudo às longas distâncias que as separam dos centros abastecedores de mantimentos e combustíveis. - Características da Via O
objetivo dos projetos elaborados foi garantir um tráfego seguro
e contínuo de comboios de empurra de médio porte durante
um período de tempo estabelecido com base em probabilidades de
ocorrência de níveis de água, através da abertura,
no leito dos rios, de canais aprofundados por dragagem ou por derrocamento. Tal
projeto visa garantir o tráfego do comboio-tipo durante 75% (9
meses) de um ano médio, definido estatisticamente como o que ocorre
um ano sim, um ano não (período de recorrência de
2 anos). Para
o dimensionamento das obras de melhoramento foi adotada, um comboio de
empurra com 4 chatas e um empurrador, duas a duas, caracterizados conforme
o Quadro-I.
- Obras Previstas Para efeito de projeto, de acordo com as especificações contratuais, os rios Tapajós e Teles Pires foram subdivididos em trechos, quais sejam:
Trecho: Santarém - São Luís do Tapajós (km 0 ao km 345) Neste trecho não haverá necessidade da realização de dragagens e de derrocamentos. Os dois passos localizados no baixo Tapajós, Passo Itapaiuna (km 125) e Nazaré (km 255) não necessitarão de dragagem nem mesmo para garantir um calado de 2,5 m em 90% do ano seco de período de recorrência de 10 anos. Trecho: Buburé - Jacareacanga (km 373 ao km 658) Neste
trecho haverá necessidade de desobstruir 02 (dois) passos de areia
e 32 pedrais. Todos os bota-fora foram previstos no leito do rio Tapajós em fossas profundas que poderão ser preenchidas sem nenhuma influência no canal de navegação e, com poucas possibilidades de retorno aos canais escavados. Trecho: Jacareacanga - confluência dos rios Teles Pires-Juruena (km 658 ao km 851) Neste
trecho de 193 km, haverá necessidade de melhorar três passos
de areia e 10 pedrais. O
material arenoso a ser dragado é também constituído
por areia, de granulometria fina a média, com diâmetro médio
de 0,42 mm. As rochas encontradas neste trecho superior do rio Tapajós
são também graníticas, de grande dureza, com alguns
arenitos pouco friáveis, que deverão, como as rochas graníticas,
ser desagregados por explosivos nos trabalhos de derrocamento. Da mesma forma que no trecho entre Buburé-Jacareacanga, os bota-fora dos materiais removidos deverão ser feitos no leito do próprio rio, em locais convenientes. Trecho: confluência dos rios Teles Pires e Juruena à ilha Marengo, nas proximidades da cachoeira Rasteira (Km 851 ao 1043) Esse
trecho corresponde ao rio Teles Pires, em uma extensão de 150 km.
A via navegável neste trecho apresenta condições
distintas dos demais trechos da hidrovia sendo o leito do rio predominantemente
arenoso. Deverão ser desobstruídos 7 passos, até
ser atingido o pedral que inclui a chamada cachoeira Rasteira. Os
locais de bota-fora do material dragado foram escolhidos no próprio
leito do rio Teles Pires, em áreas convenientes, para que não
haja retorno aos canais aprofundados. - Projeto Executivo de Balizamento O Projeto Executivo de balizamento da hidrovia Tapajós - Teles Pires foi elaborado conforme o estabelecido no Contrato em questão e, ainda, de acordo com o disposto no Art. 99 do Capítulo VII - Das Disposições Transitórias - do Regulamento de Sinalização Náutica da Diretoria de Hidrografia e Navegação - DHN do Ministério da Marinha do Brasil, aprovado pela PORTARIA no 0019 de 27 de abril de 1998 que revogou a PORTARIA no 0012 de 27 de fevereiro de 1997, adotando as metodologias e os sinais náuticos de auxílio à navegação, fixos ou flutuantes, constantes no citado regulamento, destinados a garantir uma navegação segura, fácil e econômica. A via navegável, na sua maior parte correndo em leito rochoso, terá que ser balizada predominantemente por sinais flutuantes (bóias) já que as balizas de margem, sobretudo em rios com as larguras que apresentam os rios Tapajós e Teles Pires, dificilmente permitem definir com suficiente rigor a rota de segurança. Por outro lado a largura de 30 m, estabelecida para os canais a serem derrocados é relativamente estreita para os comboios com boca de 16 m sendo necessário delimitar bem os canais no leito do rio por várias bóias para garantir que as embarcações não corram riscos de choques contra as margens rochosas. Os sinais do balizamento definitivo projetado estão caracterizados e correspondem a uma média de 1,55 sinais (bóias e balizas) por quilômetro de via navegável. - Custos das Obras
As obras de dragagem e derrocamento a serem executadas nos 4 trechos da hidrovia Tapajós - Teles Pires, para serem realizadas em curto prazo, deverão ser atacadas concomitantemente em várias frentes de trabalho. Os custos de instalação serão elevados devido às dificuldades de acesso e abastecimento às áreas onde serão realizadas, pois são pouco povoadas e praticamente desprovidas de meios de comunicação e de transportes terrestres. Os custos unitários determinados levaram em conta as condições locais em que os trabalhos deverão ser realizados e também os volumes dos derrocamentos e dragagens previstas, que possibilitam o emprego de equipamentos de grande porte e de alta eficiência. Foram determinados os seguintes custos unitários:
As seguintes taxas de instalação (por equipe):
Os custos totais dos trabalhos de dragagem e derrocamento, por trecho da hidrovia, dentro destas hipóteses determinadas no projeto. - Balizamento definitivo Para o balizamento foram calculados os seguintes custos unitários de fornecimento e implantação de bóias e balizas de margem.
Considerou-se
que uma única equipe poderá realizar todos os trabalhos
de implantação do balizamento; porém, este só
deverá ser feito após a conclusão das obras de dragagem
e derrocamento.
Alternativa anteriores estudadas (alternativa escolhida) - Introdução Todas as alternativas analisadas nesta fase, partiram do princípio de que, no trecho de montante, entre Buburé e Uruá, dada a menor declividade da linha d'água, no percurso da embarcação será feito um canal escavado no próprio leito rochoso, e que, no trecho de jusante, um pequeno derrocamento em frente a Vila de São Luís do Tapajós as embarcações podem atingir as proximidades da régua da Fazenda Bela Vista. O trecho mais crítico se concentra, então, entre a Fazenda Bela Vista e a Cachoeira do Uruá, onde os estudos mostram que a declividade é bem mais acentuada. Em
todos os trabalhos não se avaliou o derrocamento em frente a São
Luís, visto que o mesmo fará parte dos projetos de dragagens
e derrocamentos do rio Tapajós em contratação pela
AHIMOR. No
trecho mais crítico (Uruá a Bela Vista), onde se encontra
o maior desnível, procurou-se implantar uma a duas eclusas de transposição,
garantindo-se o acesso a mesma quer por um canal a montante e/ou a jusante. As alternativas inicialmente estudadas através do convênio AHIMOR/UFPA/FADESP estão propostas no relatório intitulado "Sistema de Transposição de Desnível da Região das Cachoeiras na Hidrovia do Rio Tapajós" 2º Relatório de janeiro de 1996. Neste relatório são apresentadas duas alternativas pela margem esquerda e 12 traçados alternativos pela margem direita. As duas alternativas pela margem esquerda se mostraram inviáveis pelo considerável volume a ser escavado. Em princípio estas alternativas foram traçadas aproveitando-se uma "sela" existente no terreno entre o final do lago do Uruá e um ponto em frente a Fazenda Bela Vista. A primeira alternativa, mais longa, desembocava mais a jusante, evitando-se a chamada corredeira dos Cabanos, impraticável mesmo por pequenas embarcações; enquanto que a segunda, mais curta, desembocava a montante desta corredeira, onde se fazia necessária a realização de trabalhos de derrocamento. Ambas as soluções conduziram a volumes de escavação bastante elevados em relação às alternativas propostas pela margem direita, além da dificuldade de acesso por montante, visto que as embarcações teriam que superar a cachoeira do Uruá além do lago do Uruá, que é bastante raso e pedregoso. As
alternativas propostas pela margem direita mostraram-se, em princípio,
mais atrativas, pois seriam implantadas junto à margem, aproveitando-se
os diversos canais existentes, uma vez que a margem direita é bastante
acidentada. As 12 (doze) alternativas estudadas foram reunidas em quatro grandes grupos:
Neste grupo foram analisadas 5 (cinco) alternativas Alternativa 1.1: Seu traçado aproveita praticamente todo o percurso natural do canal das Cruzes e em seguida utiliza um trecho da margem direita, praticamente coincidente com o atual eixo da estrada São Luís - Pimenta. O seu emboque de jusante se situa nas proximidades da cachoeira do Papagaio. Alternativa 1.2: Consiste numa variação da alternativa 1.1, procurando-se aproveitar ainda o canal natural a jusante do Furo da Pedreira. Este traçado apresenta várias vantagens da alternativa 1.1, por utilizar o Canal das Cruzes e estar localizado nas proximidades da margem direita, diminuindo, desta forma, os volumes de escavação. Alternativa 1.3:Consiste em uma variação da alternativa 1.2, procurando-se aproveitar melhor o percurso natural do Furo da Pedreira. Alternativa 1.4: O traçado teve como objetivo proporcionar um traçado com aproveitamento máximo de percurso pelos canais naturais existentes. A adoção de tal percurso, que minimiza as escavações, levou a raios de curvatura muito pequenos o que prejudica e muito as condições de navegabilidade. Alternativa 1.5: Esta alternativa embora o canal corte a ilha do Apuí, apresenta uma geometria excelente, não possuindo nenhuma curva com raio inferior a 2.000m. Seu traçado é ideal sob o aspecto de navegabilidade conduzindo, devido aos grandes raios, a um canal estreito e econômico. Evidentemente, por ser bastante retilíneo, leva a volumes de escavação mais elevados que a alternativa 1.4, mas estes volumes podem ser compensados pela colocação da eclusa embutida dentro da ilha do Apuí.
Neste grupo foram analisadas duas alternativas: Alternativa 2.1: Utiliza como trecho inicial o furo do Apuízinho aproveitando o furo da Pedreira. O principal inconveniente desta alternativa é a necessidade de uma curva com um raio inferior a 1.000m e, ainda, o fato do emborque de montante se dar a jusante da cachoeira do Uruá. Alternativa
2.2: É uma variante da alternativa 2.1, atravessa parte da
ilha do Apuí, passando pelo canal das Cachoeiras do Trovão
e Quatá. A grande vantagem sobre a alternativa anterior é
a de possuir raios de curvatura superiores a 2.000m.
Neste grupo foram analisadas 3 alternativas: Alternativa 3.1: Tem emboque de montante pelo canal Novo, passando pelo furo da Pedreira. O volume de escavação é bastante pequeno mas apresenta uma curva composta com raios de 930 e 1430m que dificultam a navegação. Alternativa 3.2: Éuma variante da alternativa 3.1, passa pelo Canal das Cachoeiras do Trovão e Quatá, com a vantagem de apresentar raios de curvatura superiores a alternativa anterior. Alternativa 3.3: Éuma variante de traçado das duas alternativas anteriores, passando por um canal localizado do lado esquerdo do canal das cachoeiras do Quatá e Trovão (que fica totalmente a seco na estiagem). Desta forma, apesar de apresentar um alinhamento melhor, deve conduzir a maiores volumes de derrocamento, haja vista, às baixas profundidades deste canal.
Neste grupo foram analisadas 2 alternativas Alternativa 4.1: Neste traçado, o emboque de montante é pelo canal do Inferno por onde trafegam as embarcações no período de águas altas, passando pelo furo da Pedreira. A principal vantagem deste canal em relação ao da alternativa 3.1, é que o canal do Inferno apresenta melhores condições de navegabilidade em relação ao canal Novo, o que leva a um menor volume de derrocamento. Alternativa 4.2: Éuma variante da alternativa 4.1, passa pelo canal das corredeiras do Quatá e Trovão, é menos sinuosa que a alternativa anterior e deve levar a volumes de escavação menores, pois aproveita um furo bastante profundo. - Alternativa Escolhida Uma vez eleita a alternativa 1.5 como solução mais adequada e de posse dos novos dados hidrológicos disponíveis, das informações aerofotogramétricas da área em estudo, dos reconhecimentos batimétricos de montante e jusante e do melhor conhecimento do eixo eleito, obtido através de nova visita feita ao local pela equipe técnica, procurou-se detalhar melhor a solução escolhida.
Inicialmente, sobre um perfil batimétrico longitudinal executado na 3a. viagem de reconhecimento, entre as localidades de Uruá e Buburé, pode-se avaliar o volume de derrocamento submerso do canal a ser aberto para o acesso de montante ao sistema. Indicando o fundo do canal necessário para garantir a profundidade para o nível mínimo esperado num ano seco (Tr=10anos) em 10% do tempo. O volume de escavação foi estimado em 329.350m3.
Uma vez definido o traçado, iniciou-se o estudo do sistema de transposição do desnível, que os novos estudos desenvolvidos mostraram estar muito mais concentrados do que antes se imaginava. As réguas instaladas, e niveladas entre elas, indicaram que grande parte do desnível se concentra no meio do trecho da região das cachoeiras, isto é, um pouco à montante da régua do furo da Pedreira. Ao que tudo indica, existe uma falha geológica que atravessa todo o conjunto, formando um verdadeiro degrau da ordem de 10m em todos os "furos" que tem direção leste-oeste, passando pelos pontos onde a cota de 20m cruza o rio. O
estudo hidrológico realizado, bem como a amarração
dos zeros das réguas permitiu uma melhor avaliação
do comportamento dos níveis d'água ao longo do canal proposto. Tendo
em vista as grandes variações de nível entre estiagem
e o período de cheias, o desnível mínimo esperado
no conjunto será de 8,29 (entre a cota de 24,20 no Uruá
e cota 15,91 em Bela Vista) definido como mínimo operacional, que
acontecerá num ano úmido (Tr=10anos) em 10% do tempo. Estes
desníveis poderão ser vencidos em um único lance,
através de uma eclusa simples, provavelmente com um sistema de
enchimento e esvaziamento pelas cabeças de montante e jusante,
com uma grande economia no conjunto. Tendo em vista estas conclusões, optou-se pela adoção de uma única eclusa de transposição, colocada em um ponto estratégico do sistema, à qual a embarcação seria levada por canais de acesso a montante e a jusante.
1a. Opção: Colocação da eclusa enterrada dentro do maciço a ser escavado na Ilha do Apuí, aproveitando parte do volume de rochas que seria escavado no canal para concreto dos muros. O acesso por jusante seria feito pelo canal das corredeiras do Quatá e Trovão, simplesmente retificado por derrocamento submerso, visto que o mesmo é bastante profundo. A tranqüilização do canal de jusante seria obtida por 3 diques, executados com enrocamento obtido das escavações, dispostos em locais estratégicos de modo a diminuir os fluxos. O acesso por montante seria feito por uma canal aberto dentro do leito do furo do Apuízinho e pela Ilha do Apuí, uma ensecadeira seria construída na entrada do furo permitindo o derrocamento a seco, com grande economia; 2a. Opção: Colocação da eclusa sobre o terreno no extremo de jusante do canal. Neste caso seriam construídos 4 diques impermeáveis criando um represamento que levaria o nível de montante até a extremidade de jusante do canal. Nesta opção não seria necessário canal de acesso por jusante, concentrando-se todo o canal de acesso no lado de montante. Devido à grande profundidade logo a jusante do canal (em frente a Bela Vista), a eclusa obrigatoriamente deverá ser colocada dentro do represamento criado, obrigando a um aumento de peso da estrutura para compensar sua flutuabilidade. Os diques não poderiam ser mais permeáveis, como na opção anterior, pois comprometeriam o funcionamento do conjunto. Hidraulicamente, haveria o barramento de um braço de escoamento bastante importante, sendo difícil de se aquilatar o real impacto sobre o escoamento geral da região das Corredeiras, principalmente nos períodos de cheia. Esta opção elimina as escavações submersas ao longo do braço das Corredeiras do Trovão e Quatá, obrigando, porém, a um aumento das escavações na Ilha do Apuí. O
balanço destas duas opções (que pode ser apreciado
nas memórias de cálculo) conduziu à adoção
da 1a. opção, hidraulicamente mais segura, com diques de
fechamento mais simples e mais baixos, eventualmente galgados quando a
navegação for interrompida. Considerou-se, também, a economia de concreto na eclusa enterrada, que a princípio, dada a qualidade da rocha local, poderia ter seus muros de ala construídos por uma regularização com placas de concreto atirantadas.
As
análises efetuadas levaram à adoção do traçado
anteriormente indicado, com a eclusa de navegação embutida
dentro do maciço rochoso da Ilha do Apuí. A solução adotada em planta, enquanto o perfil desta alternativa. indicam as características da eclusa proposta. De posse destes desenhos foi possível a estimativa dos volumes de concreto, de escavação em rocha submersa e escavação de rocha a seco, necessários para a implantação da solução proposta. O detalhamento do cálculo destes volumes consta das memórias de cálculo. Um resumo das quantidades encontradas. Relatório
de Anteprojeto Definitivo - Alterado - Condicionantes do Projeto
Os dados limnimétricos existentes, especialmente os obtidos em 1997, foram analisados, tendo-se em vista o conhecimento dos diferenciais de NA, entre jusante ou seja, Bela Vista, e pontos à montante , a partir da régua R7, estaca 365, até a régua R12, aproximadamente na estaca 685. Os diferenciais de NA, para vazões de estiagem já foram conhecidos em 1997, Figura 1.1/1, a seguir: Linhas D'água do Trecho Bela Vista/Baía, PETCON, julho de 1997. Os estudos presentemente realizados, visaram o conhecimento de diferenciais de NA para a maior gama possível de vazões. A tabela apresentada a seguir, mostra os desníveis verificados entre as posições da régua R7 à régua R12 e o NA em Bela Vista, indicado na linha cabeçalho juntamente com a data da sua ocorrência.
A análise do comportamento das diferenças revela que entre R8 e R12 se tem permanentemente um desnível de 1,7 m a 2,1 m, sejam vazões de estiagem, Bela Vista com NA 7,50 m, sejam vazões de cheia, Bela Vista com NA 16,00 m. Observe-se também, nas mesmas figuras, que os níveis na régua R8, obtidos somando-se o desnível indicado ao valor do NA em Bela Vista, para vazões de estiagem e intermediárias, situa-se por volta de 25,00 m. Dessa foram, esse NA teria, na área, que ser considerado normal para operação, o que levaria a escavação do fundo do canal à cota 21,00 m ou 21,50 m por cerca de 3 km até a régua R11, onde os NA's começam a ter diferenças que respondem mais rapidamente a evolução das vazões. Tal canal seria de custo elevado, dado o volume a derrocar e o custo de ensecadeiras, que por significativas extensões, teriam o papel de diques laterais com cotas para contenção de cheias freqüentes. Por outro lado o perfil batimétrico levantado pelo eixo do canal mostra a proximidade do fundo com a cota 23,00 m cota essa que se considerada o fundo exigiria um NA min. na cota 26,00 m para atender ao calado de 2,5 m. Esse NA, 26,00 m, é o mínimo observado na régua R12. Dessa forma optou-se por projetar-se o emboque do canal na altura da estaca 700 (E 700), isto é, próximo da R12, com evidente economia de escavação e oportuna incorporação de ensecadeiras executivas aos diques laterais. Da posição E-700 em diante, até Buburé, o andamento da declividade da linha d'água é mais pronunciado, inclusive para vazões mínimas. Não se percebe pelas primeiras avaliações, que haja ganho importante em se deslocar o emboque ainda mais para montante. No
refinamento do projeto do canal, da estaca 700 à Buburé,
se conhecerão, nesta ocasião, os quantitativos, especialmente
derrocamento, quando então se poderá fazer o posicionamento
do emboque. - Condicionantes da Navegação Nesta etapa dos trabalhos a AHIMOR passou a determinar um comboio-tipo maior para o projeto. O antigo
comboio tipo Tinha as dimensões:
O comboio já integrado ao projeto tem:
Essa modificação na embarcação tipo levou, principalmente, a modificações em planta no projeto do canal e da eclusa. O traçado geométrico do canal de navegação, trecho jusante e montante da eclusa, foi revisado tendo em vista curvas com raios mínimos de 2.000 m (10 x comprimento do comboio). No
caso de impossibilidade de se atingir raio de 2.000 m, curva de aproximação
de montante da eclusa, procedeu-se a otimização da posição
das tangentes, sem aumento dos serviços de terraplanagem, no sentido
de se obter o raio do trecho em curva, o maior possível. - Os traçados e sua evolução
A presente etapa dos trabalhos de projeto partiu das concepções firmadas em 1997, onde um comboio-tipo menor, era o comboio-tipo de projeto. Nessa primeira evolução dos estudos, a pesquisa de posição de emboque e de custos geral de construção, prevaleceu, chegando-se à alternativa de projeto com emboque à montante junto à régua R12. Esses estudos levaram a reformulação dos diques em cotas mais altas, no projeto do canal de montante. Dessa forma se chegou a um projeto completo, onde raios de curvas situavam-se entre 1400 m e 1500 m, satisfazendo às necessidades de operação do comboio menor, hoje descartado. O coroamento dos diques do canal de montante, por volta da cota 32,00, foi reestudado, tendo em vista a primeira aproximação com relação à otimização de escavação e uso de áreas de empréstimo. Por fim, na presente fase de projeto, foi introduzida a modificação da embarcação-tipo, modificação essa que produziu as alterações derradeiras, que levaram à solução atual, relativa aos canais e à eclusa. Esse
último projeto tem sido chamado de E2, eixo 2, seqüencialmente
à E0 e E1 anterio-res, ou seja o projeto de partida (E0) e a solução
repensada (E1).
A presente alternativa de projeto, incluindo a nova embarcação-tipo, pesquisas de novas condições de mínimo custo de realização de canais e novo projeto da eclusa, é fruto de estudos e otimização, que levaram a alternativas construtivas da eclusa, à sua nova localização, centrada na estaca 105, além de canais realizados com as condições mais próprias possíveis para o comboio de 200,0 m de comprimento e boca (largura) de 24,00 m. O canal de navegação foi ajustado também segundo as informações das sondagens geológicas, principalmente as sondagens mistas, percussão e rotativa. O novo trecho, entre PI1 e PI2, foi deslocado paralelamente ao anterior, Eixo E1, deslocando 20,0 m, em direção ao rio Tapajós, com a finalidade de não aumentar a escavação, obrigatória, do canal de 72,0m para 110,0m, respectivamente, comboio anterior e novo. A posição da eclusa foi definida em função da geologia ao longo do eixo do canal, escolhido como descrito anteriormente. O topo rochoso, baseado nas sondagens mistas (percussão e rotativa), varia da cota 13,50 m; na estaca 85+00 para 16,50 m, na estaca 90+00, 29,00 m na estaca 95+00, 28,00 m na estaca 100+00, 21,00 m na estaca 105+00 e 28,00 m na estaca 125+00. Em função deste perfil de topo rochoso, o centro da Eclusa foi definido para posicionar na estaca 105+00, ficando a Eclusa, praticamente embutida no maciço rochoso. A primeira curva, à montante da Eclusa, foi definida de tal maneira que o PC2 está situada a 250 m à montante da porta de montante da eclusa. O raio desta curva será de 1.740 m, com canal que terá com sobre-largura a dimensão de 122 m. A segunda curva, entre ilhas Apuí e Pimental, foi locada com raio de 2.000 m, e deslocada para próximo do canal natural, região de topografia mais baixa, minimizando a escavação obrigatória para implantação do canal. Foram estudadas outras variantes de traçado, desta segunda curva, no sentido de minimizar escavação na região do canal, mas, qualquer tentativa de posicionar o eixo do canal completamente no interior do canal natural, provoca aproximação junto à ilha do Apuí, aumentando a escavação nas encostas da ilha do Apuí, aumentando o volume de escavação do canal. O limite é o equilíbrio entre escavação nos taludes desta ilha e a escavação, do aluvião, no trecho em curva, na baixada da margem direita do canal do Apuí. Critérios
e Parâmetros de Projeto - Níveis d´água operacionais
Os níveis d'água operacionais adotados para o Sistema de Transposição a montante são:
Os níveis d'água de jusante correspondem às seguintes condições:
- Características da Embarcação - Tipo
Quadro
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